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Essa eu achei no blog da Jojo, que está cada vez melhor, e gostei tanto que resolvi reproduzir aqui.
Quem estiver em SP, não deixe de ver a montagem de "Ensina-me a viver", com Glória Menezes e Arlindo Lopes, direção do João Falcão.
Nunca vi o filme, então este foi meu primeiro contato com a história. A montagem é sublime. Tudo é bom. Cenário, atuações, luz, trilha sonora...
Mais legal ainda, foi saber que este foi um sonho do Arlindo desde que se formou na CAL. Apaixonou-se pelo texto, comprou os direitos da peça e correu atrás para fazer a produção acontecer.
Como é bom ver um sonho realizado em grande estilo.
Anúncio que encontrei no corredor do hotel onde estou hospedado em SP. Alguém sabia que existem torneios internacionais de cabelereiros? Será que alguém já venceu com um coque-banana?
Em Recife tem uma praça com uma estátua da Clarice Lispector, em frente à casa onde ela morou quando criança. Só que com a folia carnavalesca, Clarice foi cercada por tapumes para evitar eventuais vândalos. Chegamos em Recife depois do Carnaval, mas mesmo assim, ela ainda estava escondida. O único jeito de vê-la, foi pelas frestas...
E eu perguntei: "Mas Claudia, como posso dizer uma coisas dessas a elas?"
E Claudia respondeu: "Socraticamente!"
A farra da carteirinha de estudante me deixa irritado. Sou daqueles poucos, talvez 10%, que não pagam meia-entrada em shows, cinemas e peças teatrais. Como pode existir tanta gente pagando meia-entrada? O resultado é que qualquer produtor cultural calcula o valor do ingresso sabendo que quase a totalidade do seu borderô será de pagantes de meia-entrada e, por isso, alguns "otários" acabam por arcar com preços distorcidos. No último mês, fui a dois shows do TIM Festival e já comprei meu ingresso para o show do THE POLICE. No total, paguei R$ 285,00 a mais que todos os meus amigos que compraram os mesmos ingressos.
Comentando este assunto recebi, surpreso, duas sugestões de jeitinho brasileiro:
- Matricule-se na Estácio de Sá, curso de geografia, Campus São Gonçalo. A mensalidade é de R$ 160,00. Pague a matrícula, tire a sua carteirinha de estudante que será válida pelo ano inteiro e nunca freqüente o curso. Este valor vai ser bem menor do que tudo o que você vai gastar ao longo do ano em cultura.
- Pegue o boleto de pagamento da faculdade de um amigo seu. Digitalize, troque para o seu nome e vá até a UNE tirar uma carteirinha verdadeira.
É muito claro que esta lei não funciona de maneira correta. Quase todo mundo tem carteirinha e os preços já refletem isso. Restam perguntas: Quais são as verdadeiras regras do jogo, as estipuladas pela lei, ou aquelas verificadas na prática? Se uma lei não é efetiva, vale a pena cumpri-la?
Com o Rebouças fechado, restam duas maneiras de se chegar à Linha Vermelha, Ponte Rio-Niterói, Av. Brasil e outras vias não menos importantes: O aterro do Flamengo ou o Túnel Santa Bárbara. E eis que neste domingo, nosso prefeito autoriza o ensaio de uma escola de samba na Enseada de Botafogo até às 21hs! Ou seja, deixa o povo sambar e fechemos as 4 pistas do aterro do Flamengo. E, aliás, perguntaria o nosso prefeito, "Quem mandou ter carro? Se fosse de metrô, chegaria com conforto." Que metrô que nada prefeito, para que tanto luxo? Vamos transformar o Rio numa grande Santiago de Compostela, com todos peregrinando de joelhos até a Penha, rezando por dias melhores. Olha que factóide bacana que você ainda não tinha pensado!
O mega engarrafamento fez com que eu perdesse, já com ingressos comprados, o último dia da peça "Homemúsica", no CCBB. Mas como sou carioca e não desisto nunca, entrei no Roxy e assisti "Edith Piaf", um filmaço do começo ao fim, daqueles de causar arrepios em seqüência. Fechou com chave de ouro o meu fim de semana.
Sempre adorei pousar no Aeroporto Santos Dummont. Primeiro, porque se o avião não conseguir frear você cai no mar - tal qual aconteceu com a Globeleza há muito tempo atrás - e, principalmente, porque quando você saía daquele constrangimento enlatado, tomava uma boa brisa no rosto, com cheiro de maresia. Pronto. Bem-Vindos ao Rio de Janeiro.
Ontem cheguei de São Paulo e quase que como num daqueles reflexos Pavlovianos, esperava por um ventinho na saída do avião. Para quem não lembra, Pavlov é aquele cara que estudamos na aula de ciências e fazia a experiência de tocar o sino cada vez que dava comida aos cachorros. Depois de algum tempo de reflexo condicionado, bastava tocar o sino e os cães já salivavam. Pois é, estava assim: salivando por uma brisa do mar!
Fizeram do Santos Dummont uma réplica de Congonhas. Gates envidraçados, piso de mármore, escadas rolantes, luminosos cafonas. Concordo que o aeroporto era desconfortável e precisava de reformas, mas o Rio de Janeiro merecia algo mais charmoso que aquilo.
Obras públicas em geral passam por lógicas muito idiossincráticas. Bom, pelo menos a pista continua do mesmo tamanho. Hora dessas ainda ganho o meu banho de mar na água cristalina da Baía de Guanabara.










