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    <title>Deu na Telha</title>
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    <subtitle>Deu na Telha é o blog da Debê Consultoria e Produções. Parte integrante do site www.debe.com.br</subtitle>
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    <title>Impressões sobre Cuba + Entrevista com Yoani Sanchez</title>
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    <published>2010-03-22T05:45:05Z</published>
    <updated>2010-03-22T05:49:00Z</updated>

    <summary>Há muito tempo vinha me prometendo visitar Cuba. Queria conhecer a ilha antes da morte de Fidel Castro, e das inevitáveis (espero!) mudanças que virão junto com este dia. Viajar para Cuba soava como a vontade de encarar uma contradição...</summary>
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        <![CDATA[Há muito tempo vinha me prometendo visitar Cuba. Queria conhecer a ilha antes da morte de Fidel Castro, e das inevitáveis (espero!) mudanças que virão junto com este dia. Viajar para Cuba soava como a vontade de encarar uma contradição pessoal: de um lado, a simpatia histórica que tenho pelo país, uma certa visão romântica da idéia de revolução. Do outro, a minha completa intolerância a qualquer tipo de regime totalitário, anti-democrático, que não respeita a liberdade de expressão. 

Para viver este dilema em sua plenitude, decidi que deveria aproveitar meus dias em Cuba para tentar entrevistar a blogueira Yoani Sánchez, que desde 2007 mantém o blog Generacion Y e atrai milhões de visitantes no mundo inteiro, com suas "histórias, perguntas, crônicas, desejos, frustrações de uma Cuba real, que não aparece nos meios oficiais de comunicação, controlados pelo governo". 

Yoani foi eleita pela revista Time uma das cem personalidades mais influentes do mundo no ano de 2008, e teve o seu trabalho reconhecido até mesmo pelo presidente norte-americano Barack Obama que, no final de 2009, topou responder por e-mail sete perguntas enviadas por ela.  Em sua casa, Yoani mantém uma Academia de Blogs, dedicada a formar outros periodistas, com aulas que vão desde noções básicas das ferramentas virtuais, até fotografia e tratamento de imagens, ética e técnicas de redação. Os cursos são gratuitos e os professores, voluntários. 

Entrei em contato com Jaime Pinsky, da Editora Contexto, que publicou no ano passado o livro de Yoani, De Cuba, com carinho, no Brasil, e ele me passou o número do seu telefone em Havana. Depois de muitas tentativas, consegui completar a ligação. Conversamos brevemente e agendamos um encontro numa tarde, no Parque Central, em Havana Velha, embaixo da estátua de José Martí, poeta e filósofo que criou o Partido Revolucionário Cubano (PRC). 

Cerca de 40 minutos após o horário combinado, quando já estava quase descrente do encontro, Yoani chegou acompanhada de sua irmã. Fomos a um café localizado numa sobreloja discreta no antigo prédio da Bacardi, confiscado após a revolução. 

Havia chegado a Cuba três dias antes do nosso encontro. Naquele ponto, minhas ilusões românticas sobre o país já haviam se dissolvido. A minha primeira pergunta foi: "Como vocês resistem a este regime por mais de cinco décadas?". Yoani foi certeira: "Quem não resistiu, foi embora do país, e quem ficou tem esta aparência de apatia que você descreveu". 

O povo cubano parece anestesiado, sem brilho no olhar, triste. Miséria não há, mas a pobreza está em toda a parte. As filas e a aparência dos mercados de racionamento são constrangedoras. Os carros antigos deixaram de ser charmosos e hoje circulam precariamente, exalando um forte cheiro de gasolina com querosene, que me fez pensar que bastaria riscar um fósforo para tudo explodir. Os edifícios e as casas carecem de conservação. O transporte público é ineficiente e à noite se vê muita gente pedindo caronas nas ruas escuras de Havana. O turista é visto como uma fonte de renda ambulante, e precisa driblar pequenos golpes ao longo do dia. Com salários mensais em torno de 35 dólares, ou o equivalente a 15 mojitos nos bares de Havana, fica difícil os turistas serem olhados de outra maneira. E a tudo isso, dá-se o nome de "ditadura do proletariado",  termo que tinha ficado adormecido na minha memória, e que foi usado por um taxista que tentou me descrever o regime em Cuba. 


Procurei não antecipar outras questões para não tirar o frescor da filmagem da entrevista, que Yoani preferiu deixar para o dia seguinte, na casa dela, onde ocorreria um encontro da Academia de Blogs. As instruções para chegar até lá foram minuciosas: "Meu marido irá buscá-lo na estação de trem e indicará qual é o prédio. Não suba de elevador até o andar da minha casa, salte alguns andares antes e vá de escada. A minha porta tem uma bandeira de Cuba com um @ e os dizeres 'Internet para todos'". 

O cuidado procede. Yoani já foi seqüestrada e espancada, e diz-se constantemente vigiada por membros do Ministério do Interior. Em seu livro e no blog, publicou fotos dos homens que permanecem de plantão na entrada do edifício. A esta altura, eu tinha receio de que o nosso encontro do dia anterior tivesse sido registrado, e que estes agentes do governo começassem a querer investigar a razão da minha presença na casa dela. 

Quando chegamos - eu e meu amigo Rodrigo Bittencourt, cineasta e escritor, que viajou comigo e se prontificou a fazer as imagens da entrevista -, Yoani estava ensinando aos alunos como criar categorias e tags nos blogs. Havia cerca de 30 pessoas em sua casa. Diante de uma tela na parede da sala e com algo que parecia uma antena de TV apontando a cada detalhe da projeção, Yoani explicava pausadamente e tirava dúvidas do grupo, que reunia pessoas entre 16 e 54 anos. No intervalo entre uma aula e outra, Yoani foi para a cozinha e preparou salsichas para todo o grupo. Um grande saco de bolachas de água e sal também ficou disponível para os alunos. Ao final da aula, um mutirão cuidou da louça e da rearrumação da casa. 

Alguns membros da academia preferem o anonimato e não assinam seus blogs. É o caso do fotógrafo que mantém o Fotos de Cuba Hoy e traz registros como a missa pela morte de Orlando Zapata, além de fotos da internação do jornalista Guillermo Fariñas, que também encontra-se em greve de fome e sede. Já Regina Coyula, que foi funcionária do Ministério do Interior durante 20 anos e mantém o blog La Mala Letra, faz questão de dar o nome e publicar a sua foto. Perguntada sobre como foi a formatação de seu site, ela disse: "Só vi a cara do meu blog duas vezes. Uso uma ferramenta do Wordpress, que publica automaticamente a partir dos e-mails que envio". Além disso, os blogueiros cubanos encontraram uma rede de solidariedade virtual que os ajudam a publicar, a partir de e-mails, textos ditados ao telefone, e ainda traduzem os posts para outros idiomas. O blog de Yoani está disponível em 15 línguas, por conta deste trabalho voluntário. 

Os cubanos "comuns" não têm acesso à internet, "mas são especialistas em buscar tudo o que está proibido", e fazem estes textos circular pela ilha através de CDs gravados e pendrives que passam de mão em mão. Alguns blogs até pedem a doação de CDs virgens para ajudar na divulgação das notícias. 

Yoani, que começou seu blog acessando a internet em hotéis, disfarçada de turista, agora está postando também no twitter [@yoanisanchez], usando uma ferramenta que converte em tweet a mensagem texto enviada através do seu celular. "Se o blog Generación Y me permitiu colocar as minhas opiniões no espaço cibernético, a minha conta no Twitter me brindou com a imediatez", comemorou num tweet do dia 05 de março.

A entrevista durou cerca de 25 minutos. Na despedida, Yoani me pediu cuidado ao deixar o país com a câmera e a fita. Na saída do prédio, lá estavam dois homens que pareciam os vigias de plantão. Apertamos o passo em busca de um táxi. Sorte nossa que a apatia parece ter chegado também aos governistas. Depois de alguns metros, eles desistiram de nos seguir. 

Voltei de Cuba pouco antes da morte de Orlando Zapata, que estava preso por delito de opinião, e da visita de Lula à ilha em meados de fevereiro. Dois atos extremamente simbólicos: o primeiro, deixou-se morrer por uma greve de fome. Escolheu a não-ação extrema como forma de ação. A apatia máxima como forma de protesto. Foi vítima da constatação de que não adiantava mais agir. Morrer foi o seu protesto. 

Já o presidente Lula, que em sua trajetória lutou contra a ditadura militar, e tratou de indenizar os presos políticos durante o seu governo - sem contar que agora tenta eleger como sua sucessora uma ex-presa política - calou-se diante da morte de Zapata. Posou sorridente ao lado de Fidel, que depois de velho abandonou o uniforme verde-oliva e se veste com casacos de marcas "capitalistas" como Nike e Adidas, que não são comercializadas na ilha. 

Circula na mesma internet que hoje abre a principal janela de liberdade dos 51 anos do regime de Fidel, um vídeo com uma entrevista gravada em 1959, em que o líder cubano recém-empossado profere as seguintes palavras: "Este é um lugar democrático. Não há razão de proibição de qualquer natureza. Liberdade de expressão é o princípio para qualquer democracia. O que se vê aqui é o absoluto clima de liberdade de opinião e direitos humanos." 

Quando o assunto é Cuba, a contradição é o regime.

PS: <strong>Os Videos da entrevista com a Yoani Sanchez estão <a href="http://www.saraivaconteudo.com.br/Video.aspx?id=145">aqui</a></strong>]]>
        
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    <title>Estréia do Palavra Encantada em circuito</title>
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    <published>2009-03-12T05:06:36Z</published>
    <updated>2009-03-12T05:28:13Z</updated>

    <summary> Quem ainda não conhece o filme, veja o trailer aqui. É uma longa jornada. Fazer um filme é como uma corrida de longa distância com barreiras. Sexta-feira, dia 13 de março, cruzamos a linha de chegada no Rio de...</summary>
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        <![CDATA[
Quem ainda não conhece o filme, veja o trailer <a href="http://www.palavraencantada.com.br/trailer-home">aqui</a>.</strong>


É uma longa jornada. Fazer um filme é como uma corrida de longa distância com barreiras. Sexta-feira, dia 13 de março, cruzamos a linha de chegada no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. E é ilusão achar que o trabalho acaba aí, temos que continuar ao trabalho de divulgação, negociar salas de cinema, fazer apelo para que os amigos lotem o primeiro final de semana para que o exibidor queira nos manter em cartaz na semana seguinte... Enfim, estou quase caindo no chororô do cinema nacional. Deixa disso. Vamos celebrar.

NO dia 04, fizemos uma pré-estréia para poetas e dizedores de poesia do Rio de Janeiro, seguido de sarau no Cinematheque. Presenças queridas e ilustres como Maria Rezende, Vitor Paiva, Botika, Elisa Lucinda, Alice Sant'Anna, Os Sete Novos, Mano Melo e muitos outros. Tudo organizado pelo Ramon Mello. O Chacal escreveu um texto que me emocionou muito. Transcrevo abaixo:

<big><em>Eta filminho bom esse "Palavra Encantada" ! É um orgulho pra gente se saber contemporâneos e conterrâneos dessas lendas vivas das nossas letras. Difícil fazer esse filme. É como fazer uma antologia. Faltam sempre alguns. Sobram outros. Pero ter Chico Buarque à vontade, já é um presente. È muito incrível ele começando a ler uma letra e não conseguir e começar a cantá-la e parar e fazer comentários. Fica claro que uma letra obedece às disritmias da melodia e da harmonia. Adriana me emociona. O jeito dela falar do Waly. Ele queria vendê-la para um chofer de táxi em Nova York. Ela dizendo que só conseguia trabalhar com o poeta dizendo: isso aqui é a letra e vou trabalhar com ela. No papel, você faz o que quiser, ela é tua. Waly devia enlouquecer com essa clareza. Adriana falando da utilidade do canto para levar nossa língua para ser conhecida . Senti isso em Guayaquil, falando poesia. Um músico veio falar comigo depois, Disse q não sabia como era bonita a língua portuguesa. Imagine se ele visse Adriana cantando. Adriana é um esplendor. Quem me encanta muito é Lirinha. Seu português bem articulado. Sua maçaroca de imagens panorâmicas. Aqueles versos do cantador que fala do mar, são de frigir a cartola. E Lenine quanto toca a música de Gonzaga ? Estarrecedor ! O que é ritmo, melodia, canto e poema ? Nobody knows. Ferrez um tanto ingênuo com sua obsessão pelo livro. "As coisas estão no mundo".  Faltou o da Viola. E Tomzé falando de Caymmi ? É um espetáculo. Tomzé é o mais sofisticado e tradicional cantador de feira do mundo. Legal ver Bnegão falar da ligação clara e obscura da embolada, do desafio dos cantadores com o rap. Aquele plano dos dois rappers disputando nos arcos da Lapa, a Batalha do Real é primor fulgurante. Depois Bnegão caminhando na Lapa e Black Alien falando sobre a palavra. Um filmaço "Palavra Encantada". Dá gosto ser gente humana.

PS: Entretantas maravilhas descobri que Zé Miguel Wisnik vem de dentro do Ariano Suassuna. São uma única e a mesma pessoa. O mesmo se passa com Antônio Cícero e João Cabral. As semelhanças são notáveis. Só que a secura de Cabral, em Cícero se adoçou. E a partir de um determinado plano percebi: o nariz do Chico saiu de dentro do do Cartola. Acontece ... 

Parabéns Helena Solberg e Márcio Debellian. Um filme histórico. De sair feliz com o Brasil. Tomara que vocês um dia desenvolvam o tema para poder abarcar a poesia falada, essa coisa entre. Que por sinal me pregou uma peça no recital pós filme no Cinemateque. Esqueci o início de "Lúcifer" e fiquei acendendo um isqueiro até o Pedro Rocha, na platéia, me soprar o primeiro verso. Depois fui ...

OS 2: ver / ouvir Botika, aquele poema Jackie O. de Domingos (faltou a guitarra e o tom Patti Smith), o Dado Amaral f<big></big>alando Pound e minha amiguinha Alice Sant'Anna falar um poema sobre os "bichinhos de luz", tudo ali em carne e osso, respirando junto, me deixam, até agora, tonto como uma beberrã. Excelente noite. Valeu, Ramon !</em></big>

<strong>Dia 10 e 11 foi a vez de SP. Uma pré-estréia promovida pela Saraiva e outra pela Folha de SP, com a presença de Marcelino Freire, Luiz Tatit e Ferréz para o debate. A sala lotou, teve gente no chão e tudo mais.

Amanhã, dia 12, sigo para Brasília, para a nossa última sessão antes da estréia. <em>Mais um dia, mais uma cidade, pra se apaixonar...</em>

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    <title>Fevereiro</title>
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    <published>2009-02-28T05:03:25Z</published>
    <updated>2009-03-12T05:06:24Z</updated>

    <summary>Contei para Branca Lee (acá Dalau) sobre meu Carnaval. Ela me mandou este poema do Gullar. Este fevereiro azul como a chama da paixão nascido com a morte certa com prevista duração deflagra suas manhãs sobre as montanhas e o...</summary>
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        Contei para Branca Lee (acá Dalau) sobre meu Carnaval. Ela me mandou este poema do Gullar.

Este fevereiro azul
como a chama da paixão
nascido com a morte certa
com prevista duração

deflagra suas manhãs
sobre as montanhas e o mar
com o desatino de tudo
que está para se acabar

A carne de fevereiro
tem o sabor suicida
de coisa que está vivendo
vivendo mas já perdida

Mas como tudo que vive
não desiste de viver,
fevereiro não desiste:
vai morrer, não quer morrer,

E a luta de resistência
se trava em todo lugar:
por cima dos edifícios
por sobre as águas do mar.

O vento que empurra a tarde
arrasta a fera ferida,
rasga-lhe o corpo de nuvens,
dessangra-a sobre a Avenida

Vieira Souto e o Arpoador
numa ampla hemorragia.
Suja de sangue as montanhas,
tinge as águas da baía.

E nesse esquartejamento
a que outros chamam verão,
fevereiro ainda agoniza
resiste mordendo o chão.

Sim, fevereiro resiste
como uma fera ferida.
É essa esperança doida
que é o próprio nome da vida.

Vai morrer, não quer morrer.
Se apega a tudo que existe:
na areia, no mar, na relva,
no meu coração - resiste. 
        
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    <title>Sabe Você</title>
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    <published>2008-12-26T04:44:39Z</published>
    <updated>2008-12-26T05:04:09Z</updated>

    <summary> Chegou esta semana o novo CD e DVD do Leo Gandelman, Sabe Você. Assino a seleção de repertório junto com ele. Esse foi o nome que encontramos para enquadrar algo que é menos formal do que isso. O que...</summary>
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        <![CDATA[

Chegou esta semana o novo CD e DVD do Leo Gandelman, Sabe Você. Assino a seleção de repertório junto com ele. Esse foi o nome que encontramos para enquadrar algo que é menos formal do que isso. O que aconteceu foram dois amigos trocando idéias, ouvindo música juntos, tomando whisky, batendo papo, se emocionando. 

Leo tinha uma lista inicial, fomos acrescentando outras músicas juntos. Chegamos a uma lista grande, que depois foi sendo podada, até chegar ao resultado final. Começamos a imaginar os convidados para cada música, quem cantaria o que - um grande privilégio poder pensar coisas como "vamos chamar o Caetano para cantar a música do Tito Madi"? 

Leo conseguiu um time luxuoso: Caetano, Chico, Joel do Bandolim, Leila Pinheiro, Leny Andrade, Lirinha, Luiz Melodia, Milton Nascimento e Ney Matogrosso. Foi bonito vê-los em estúdio, criando juntos, a forma como cada um coloca a voz, a atenção ao detalhe de uma nota, os cuidados na hora de aprovar a versão final.

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><a href="http://www.debe.com.br/deunatelha/Leo%20e%20Chico.htm" onclick="window.open('http://www.debe.com.br/deunatelha/Leo%20e%20Chico.htm','popup','width=160,height=240,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://www.debe.com.br/deunatelha/Leo e Chico-thumb-250x375.jpg" width="250" height="375" alt="Leo e Chico.jpg" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a></span>

O repertório ficou assim:

1. Sensível (Pixinguinha) com Joel Nascimento
2. Aos Pés da Cruz (Marino Pinto e Zé da Zilda) com Luiz Melodia
3. Chove lá  Fora  (Tito Madi) com Caetano Veloso
4. Pra Machucar meu coração (Ary Barroso) com Ney Matogrosso
5. Só por Amor (Baden Powell e Vinicius de Moraes) com Lirinha
6. Sabe você (Carlos Lyra) com Leny Andrade
7. Amargura (Radames Gnattali) - Instrumental
8. Futuros Amantes (Chico Buarque) com Chico Buarque
9. Por Causa de Você (Tom Jobim e Dolores Duran) com Milton Nascimento
10. Coração Vagabundo (Caetano Veloso) com Leila Pinheiro
11. Chuva (Durval Ferreira) - Instrumental

Renato Martins e Felipe Nepomuceno da URCA Filmes fizeram um registro em DVD. Ficou bem sofisticado, preto e branco, fotografia do Lula Carvalho. Vale a pena conferir. 

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><a href="http://www.debe.com.br/deunatelha/Ney%20eu%20e%20Melodia.htm" onclick="window.open('http://www.debe.com.br/deunatelha/Ney%20eu%20e%20Melodia.htm','popup','width=160,height=240,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://www.debe.com.br/deunatelha/Ney eu e Melodia-thumb-250x375.jpg" width="250" height="375" alt="Ney eu e Melodia.jpg" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a></span>

<a href="http://www.flickr.com/photos/tomaslr/page3/">Fotos: Tomas Rangel</a>

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    <title>Ciclo</title>
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    <published>2008-11-29T22:06:51Z</published>
    <updated>2008-12-02T03:52:02Z</updated>

    <summary>O Tiri nasceu no dia do furacão Andrew, 23 de agosto de 1992, na Flórida. E morreu hoje, 28 de novembro de 2008, carioca, em meio a uma outra tempestade que cai na minha janela, com ventos uivando. Durante muito...</summary>
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        <![CDATA[O Tiri nasceu no dia do furacão Andrew, 23 de agosto de 1992, na Flórida. E morreu hoje, 28 de novembro de 2008, carioca, em meio a uma outra tempestade que cai na minha janela, com ventos uivando. 

Durante muito tempo, por conta do trauma de seu parto durante um furacão, ele não podia ouvir o vento uivando. Escondia-se atrás das cadeiras, pedia colo, não ficava quieto.

Uma vez, durante uma tempestade, e sem saber o que fazer para acalmá-lo, tranquei-o no meu banheiro, dentro da banheira, atrás do blindex. Acho que era o único lugar onde não havia barulho de vento. Fui dormir, e esqueci ele lá. De manhã, tudo mais calmo, ele latiu pedindo para voltar à liberdade. A gente se entendia bem.

Depois, quando fui morar sozinho, ele ficou com meus pais. E era uma festa chegar na casa deles, tocar a campainha e ficar 5 minutos correndo, brincando, antes de cumprimentar os outros membros da família. Ele fazia o circuito pela sala, saltava móveis-obstáculos, corria pela varanda, dava um 360º e começava tudo de novo. Só depois, ofegante, ficava abraçado comigo. Minha mãe chegava a ter ciúmes: "você faz muito mais festa para o Tiri do que para mim".

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><a href="http://www.debe.com.br/deunatelha/TIRI%202.htm" onclick="window.open('http://www.debe.com.br/deunatelha/TIRI%202.htm','popup','width=1792,height=1207,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://www.debe.com.br/deunatelha/TIRI 2-thumb-275x185.jpg" width="275" height="185" alt="TIRI 2.jpg" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a></span>

De vez em quando rolavam os fins de semana do pai com Tiri e do Tiri com o pai. E lá ia ele em meio aos meus amigos a qualquer aventura que aparecesse. Velejava, topava ir em cima de uma prancha para passar a arrebentação da praia. Na verdade, topava tudo, desde que não o deixassem sozinho. Gostava de navegar na proa do bote, tomando vento. Estrada de janela aberta era das coisas que mais gostava. Adorava ver o rosto dele, pêlos voando, no espelho retrovisor direito do meu carro. Às vezes, a gente exagerava: Minha mãe já fez ele descer num escorrega que desembocava em um mergulho no mar! Acho que ele preferiria ter passado sem essa.

Tiri tentou suicídio várias vezes. Eu acho. Ou o que dizer de um cão que já rolou ribanceiras, caiu de muros, pontes, se jogava de um andar para o outro da casa sem pára-quedas? E sempre ficava um pouco desmaiado, se sacudia e voltava ao normal, depois de todo o susto e pânico na casa. 

O Tiri não se chama Tiri. Em seu pedigree consta PRINCE ANDREW III, por conta do furacão. Eu batizei-o de PIRIRI, porque achava engraçado e queria um nome com bastante R's para que americanos não conseguissem pronunciar. Coisa de adolescente em território que, na época, era de Bush Pai. Me orgulhava em contar o significado desta palavra para os americanos estupefatos com um nome tão peculiar para um cachorro, que ainda por cima, era todo branco. A professora de biologia chegou a repreender a minha mãe na escola, por ela ter me autorizado a dar este nome ao cão! (?!!?!?)

Voltei pro Brasil e o nome PIRIRI começou a causar muita estranheza em certos círculos sociais. Daí começaram a leva de apelidos que desembocaram no sucinto TIRI (pronuncia-se como se fosse um britânico falando: Tidhhh). Piri, Piri-piri, Tiriquerido, Ticão... Só em broncas ou situações de perigo ele voltava a ser o Piriri.

Ontem fui ao veterinário visitá-lo. Falei: "Sou o dono do Piriri". E lá estava ele com soro preso na patinha, prostrado. Me reconheceu pelo cheiro, pois já não ouvia e via direito, levantou um pouquinho. Colei meu rosto no dele, como sempre gostei de fazer. Falei no nosso dialeto. Dei um carinho.  

Hoje ele morreu. Deixou uma herança milionária por conta do processo que moveu contra Ana Paula Padrão por ela ter imitado seguidamente seus penteados enquanto esteve à frente do Jornal da Globo. Tchau, Tiri Querido, meu amigão que esteve comigo por 16 anos, mais da metade da minha vida. Já estou com saudades. Guardo no meu coração pra sempre as nossas histórias. 
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    <title>Tempo próprio, yes we can</title>
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    <published>2008-11-21T23:20:02Z</published>
    <updated>2008-11-21T23:43:23Z</updated>

    <summary>Eu e o tempo temos discutido a relação. Para o tempo da internet, estou há muito sem postar. Blog desatualizado cai em desuso, mas como muita coisa também cai em desuso e ressurge das cinzas, vou na fé. Todo mundo...</summary>
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        <name>Marcio Debellian</name>
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        <![CDATA[Eu e o tempo temos discutido a relação. Para o tempo da internet, estou há muito sem postar. Blog desatualizado cai em desuso, mas como muita coisa também cai em desuso e ressurge das cinzas, vou na fé. 

Todo mundo já falou do Gabeira e do Obama. Eu não. Todo mundo vai ao circo, menos eu. Então aqui vão dois pequenos comentários "retardatários".

No dia em que o Gabeira perdeu, eu me lembrei do Cazuza. 

<em>Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro</em>

<strong>Acho que este poderia ser o jingle do PMDB.</strong>

No dia em que Obama ganhou, eu me lembrei do discurso de Martin Lutter King:

<em>I have a dream that my four little children will one day live in a nation where they will not be judged by the color of their skin but by the content of their character.</em>

E o mais curioso foi onde aprendi este discurso: Em festinhas-inferninho do início dos anos 00, em que mixavam toda a parte do "I have a dream" com música eletrônica. Como aquilo era das poucas coisas com palavra por ali, acabei decorando. Sempre precisei criar alguma relação da palavra com a música eletrônica. Se eu vou a uma festa de música eletrônica (fato raro), invento letras para as batidas. Ou canto as músicas que gosto junto com elas. Nunca fui muito da música eletrônica, embora ouça bastante Kraftwerk em momentos que preciso trabalhar com coisas não prazerosas, <strong><em>we are the robots</em></strong>. 

Alguém já fez uma música com "Yes, we can"?
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    <title>Mostra SP</title>
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    <published>2008-10-16T15:13:02Z</published>
    <updated>2008-10-16T15:18:23Z</updated>

    <summary>Depois do Festival do Rio, O Palavra Encantada chega à Mostra SP na próxima semana. RESERVA CULTURAL 1, 20/10/2008 - 20:10hs - Segunda-feira UNIBANCO ARTEPLEX 4, 21/10/2008 - 14:00hs - Terça-feira RESERVA CULTURAL 1, 22/10/2008 - 19:00hs - Quarta-feira Tomara...</summary>
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        <![CDATA[Depois do Festival do Rio, O Palavra Encantada chega à Mostra SP na próxima semana.

RESERVA CULTURAL 1,                      20/10/2008 - 20:10hs - Segunda-feira

UNIBANCO ARTEPLEX 4,                    21/10/2008 - 14:00hs - Terça-feira

RESERVA CULTURAL 1,                      22/10/2008 - 19:00hs -  Quarta-feira

Tomara que a gente se encontre!

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><a href="http://www.debe.com.br/deunatelha/palavra_encantada_flyer%20SP.htm" onclick="window.open('http://www.debe.com.br/deunatelha/palavra_encantada_flyer%20SP.htm','popup','width=1133,height=945,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://www.debe.com.br/deunatelha/palavra_encantada_flyer SP-thumb-250x208.jpg" width="250" height="208" alt="palavra_encantada_flyer SP.jpg" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a></span>

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    <title>Festival do Rio / Palavra (En)Cantada / Apenas o fim</title>
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    <published>2008-10-10T21:25:29Z</published>
    <updated>2008-10-10T21:33:22Z</updated>

    <summary>Ontem foi o último dia do Festival, o primeiro que participei com um filme em competição. Então teve um sabor especial. E como era bom fazer a maratona Palácio/Odeon, intervalos no Ateliê Culinário, papos, amigos, bons filmes alimentando a alma....</summary>
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        <category term="Palavra Encantada" scheme="http://www.sixapart.com/ns/types#category" />
    
    
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        <![CDATA[Ontem foi o último dia do Festival, o primeiro que participei com um filme em competição. Então teve um sabor especial. E como era bom fazer a maratona Palácio/Odeon, intervalos no Ateliê Culinário, papos, amigos, bons filmes alimentando a alma.

Foi muito emocionante ver o reconhecimento do Palavra (En)Cantada, por meio do Prêmio de Melhor Direção de documentário concedido à Helena Solberg. Só isso já garantiria uns dias de sorriso largo, mas outra coisa me deixou especialmente feliz: os prêmios dados a "Apenas o Fim", do Matheus Souza. 

O filme é ótimo, tem diálogos inteligentes e retrata de maneira sensível o modo de se relacionar de uma geração. Enquanto o casal vai discutindo o término do namoro, o texto bem humorado, a cumplicidade entre os dois e os <em>flashbacks</em> de conversas antigas fazem crer que eles têm uma vida feliz. Por que terminar? A personagem da Erika Mader apenas tem que seguir, não diz para onde vai, não dá maiores explicações, ela apenas vai. É apenas o fim. Simples assim, sem drama. A vida segue. E como essa dor silenciosa é difícil...

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><a href="http://www.debe.com.br/deunatelha/Apenas%20o%20fim.htm" onclick="window.open('http://www.debe.com.br/deunatelha/Apenas%20o%20fim.htm','popup','width=600,height=916,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://www.debe.com.br/deunatelha/Apenas o fim-thumb-250x381.jpg" width="250" height="381" alt="Apenas o fim.jpg" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a></span>

Me identifiquei com essa necessidade de solidão, com a não-acomodação, essa vontade de viver sentimentos diferentes, apesar de se estar vivendo uma relação que parece boa. É um sentimento que me lembra a música do Antônio Cícero e Marina: "eu quero tudo o que há, o mundo e seu amor, não quero ter que optar". Essa "contradição" é uma busca do nosso tempo.

Mas o melhor de tudo foi ver aquela galera da PUC subindo no palco, felizes, unidos, recebendo o prêmio por um filme que começou seu financiamento com a venda de uma rifa de whisky. Um filme feito com mais suor e talento do que dinheiro. Parece que o orçamento foi R$ 14 mil. Que frescor, que energia positiva. Sai do Odeon revigorado por vê-los felizes. 

Foi um belo exemplo de que vale persistir nos sonhos, descobrir caminhos, não apostar em fórmulas prontas. A paixão foi o maior combustível. E o filme transpira isso na tela. Parabéns a todos. Parabéns a Marisa Leão, inteligente e sensível, que deu uma força para esses meninos colocarem o filme na rua.

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    <title>Festival do RIO</title>
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    <published>2008-09-25T12:50:43Z</published>
    <updated>2008-09-25T12:58:46Z</updated>

    <summary>A correria anda tanta que até esqueci de postar aqui as datas de exibição do Palavra Encantada no Festival do Rio. Sábado, 27/09, às 20:15h, no Odeon - BR Domingo, 28, às 13h. Segunda-feira, dia 29/09, Estação Gávea 3, às...</summary>
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        <![CDATA[A correria anda tanta que até esqueci de postar aqui as datas de exibição do Palavra Encantada no Festival do Rio. 

Sábado, 27/09, às 20:15h, no Odeon - BR 
Domingo, 28, às 13h. 
Segunda-feira, dia 29/09, Estação Gávea 3, às 15:30h e às 22:10h

As sessões de domingo e segunda valem o voto popular!
O site do filme entra no ar hoje (www.palavraencantada.com.br) com alguns avant traillers

Tomara que a gente se encontre!

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><a href="http://www.debe.com.br/deunatelha/flyer.htm" onclick="window.open('http://www.debe.com.br/deunatelha/flyer.htm','popup','width=680,height=567,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://www.debe.com.br/deunatelha/flyer-thumb-250x208.jpg" width="250" height="208" alt="flyer.jpg" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a></span>]]>
        
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    <title>Vitrola</title>
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    <published>2008-09-18T03:59:26Z</published>
    <updated>2008-09-18T04:57:36Z</updated>

    <summary>Sou daqueles que nunca deixou de ter vitrola. Quando alguém fala em dar seus LPs porque são um entulho, ocupam muito espaço, não servem mais... eu saio recolhendo, faço uma seleção, e trago para casa. Ano passado a minha vitrola...</summary>
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        <![CDATA[Sou daqueles que nunca deixou de ter vitrola. Quando alguém fala em dar seus LPs porque são um entulho, ocupam muito espaço, não servem mais... eu saio recolhendo, faço uma seleção, e trago para casa.

Ano passado a minha vitrola quebrou. Ela até era moderninha, comprada em 1990, um daqueles conjuntos vitrola-cd-tape-rádio. Pois bem, ninguém conseguia consertá-la, não encontravam peça de reposição. Até tentaram uma gambiarra, mas o "prato" começou a rodar mais rápido do que deveria, e tudo virou um fast-forward permanente! 

Aproveitei uma viagem recente para os EUA e trouxe uma vitrola Crosley, que é uma maleta, com entrada USB, caixas de som embutidas, e programa para tratar eventuais ruídos. Ou seja, se quiser posso copiar meus vinis para o computador e ainda dar uma "guaribada" no som. Tudo isso por US$ 140!!

A vitrola abre muitas possibilidades de diversão. Outro dia, uma amiga chegou de viagem depois de um tempo fora e foi direto lá para casa. Recebi-a com Fafá de Belém cantando o Hino Nacional!! Uma recepção patriótica-dramática!

<div style="text-align: center;"><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><a href="http://www.debe.com.br/deunatelha/DSC01300.htm" onclick="window.open('http://www.debe.com.br/deunatelha/DSC01300.htm','popup','width=1280,height=960,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://www.debe.com.br/deunatelha/DSC01300-thumb-250x187.jpg" width="250" height="187" alt="DSC01300.JPG" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a></span></div>

Isso me fez lembrar a morte de Tancredo. Eu tinha 7 anos e, enquanto minha irmã passou um tempinho querendo dormir com os meus pais, com medo de que o espírito de Tancredo viesse assombrá-la, eu gostava de ouvir "Coração de Estudante", de Milton Nascimento, e Fafá "O HINO"!!!Tenho impressão que essas músicas tocavam exaustivamente na TV e no rádio e viraram símbolo daquele momento, porque isso ficou muito marcado na minha memória.

Outro prazer tem sido ler dedicatórias antigas nas capas dos vinis. Sejam dedicatórias amorosas de LPs que comprei em sebos (descartados por casos terminados, desilusões amorosas talvez?), ou bilhetes dedicados a alguém que me doou seus LPs. Encontrei uma dedicatória da minha mãe para a minha avó em 68, incluindo apelidos da época, que tinham ficado "adormecidos" e voltaram à tona por conta da capa do LP!

Adoro meu I-pod e a possibilidade de passear com 80G de música por aí, fazer playlist, brincar com a sorte no shuffle... Aliás, minha preocupação com tecnologia sempre foi mais direcionada à música. Não consigo esquecer quando comprei meu walkman azul aos 12 anos. Ele me custou 19 pounds. Lembro da cena de sair da loja com um sorriso de orelha a orelha. Antes dele tive um pretinho da sony, comprado no freeshop em 1987. Quando fiz 15 anos, ganhei meu walkman amarelo à prova d'água. Mais tarde passei para o diskman, com baterias recarregáveis e caixas de som externas para viagens! Esse aí foi um presente para o meu pai, mas eu roubei dele. Até que chegou a vez do meu i-pod mini verde (Carmel trouxe de viagem para mim) e agora o i-pod preto classic de 80G. Tudo isso é ótimo, mas a vitrola tem um ritual especial, e uma incrível capacidade de colocar o passado para rodar, não só musicalmente!
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    <title>Roberto e Caetano</title>
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    <published>2008-08-26T17:56:54Z</published>
    <updated>2008-09-04T18:17:05Z</updated>

    <summary>O show de Roberto Carlos e Caetano Veloso em homenagem a Tom Jobim foi concebido para ser um encontro histórico. E de fato foi. Mas acho que poderia ter sido ainda mais. Por que um show somente no Municipal, com...</summary>
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        <category term="Música" scheme="http://www.sixapart.com/ns/types#category" />
    
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://www.debe.com.br/deunatelha/">
        <![CDATA[O show de Roberto Carlos e Caetano Veloso em homenagem a Tom Jobim foi concebido para ser um encontro histórico. E de fato foi.

Mas acho que poderia ter sido ainda mais. Por que um show somente no Municipal, com mais convidados que pagantes, sem deixar o grande público participar da festa?

Por que não a Praia de Ipanema, ar livre, cristo redentor braços abertos sobre a Guanabara? Já imaginou o povão vendo show desses e cantando junto o repertório de Tom Jobim? Um pouco mais do espírito Jovem Guarda e Tropicalista faria muito bem a esta enxurrada de homenagens à Bossa Nova.

E por se tratar de fato raro ver os dois em cena juntos, bem que poderia ter rolado um bis com "Debaixo dos Caracóis dos seus cabelos" e "Força Estranha", músicas bem emblemáticas da história dos encontros dos dois. Para arrematar, "As curvas da estrada de Santos", que Roberto mostrou para Caetano na casa dele em Londres, durante o exílio, levando-o às lágrimas. 

OBS: Caetano conta esta história no documentário Circuladô, de José Henrique Fonseca e Walter Salles, vale a pena ver.

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><a href="http://www.debe.com.br/deunatelha/robertocaetano.htm" onclick="window.open('http://www.debe.com.br/deunatelha/robertocaetano.htm','popup','width=600,height=368,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://www.debe.com.br/deunatelha/robertocaetano-thumb-250x153.jpg" width="250" height="153" alt="robertocaetano.jpg" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a></span>
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    <title>Louise Bourgeois</title>
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    <published>2008-08-22T17:35:38Z</published>
    <updated>2008-09-04T17:49:46Z</updated>

    <summary> &quot;A spiral has two directions it can turn in upon itself, contracting and tightening up, or it can open out arms from the center towards infinity. The question is: where do you place yourself? In my work, I emotionally...</summary>
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        <![CDATA[
<em>"A spiral has two directions it can turn in upon itself, contracting and tightening up, or it can open out arms from the center towards infinity. The question is: where do you place yourself? In my work, I emotionally and psychologically oscilate between the two directions. The spiral means that a theme can disappear and reapper 20 years later."</em>

<em>"It is not so much where my motivation comes from, but rather how it manages to survive"</em>

<em>"I need my memories
They are my documents"</em>

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><a href="http://www.debe.com.br/deunatelha/Spiral_Woman%2C_1951-52.htm" onclick="window.open('http://www.debe.com.br/deunatelha/Spiral_Woman%2C_1951-52.htm','popup','width=255,height=400,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://www.debe.com.br/deunatelha/Spiral_Woman,_1951-52-thumb-250x392.jpg" width="250" height="392" alt="Spiral_Woman,_1951-52.jpg" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a></span>"]]>
        
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    <title>A Creche do Tom Zé</title>
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    <published>2008-07-11T20:10:27Z</published>
    <updated>2008-07-11T20:19:44Z</updated>

    <summary>Quando fizemos a entrevista com Tom Zé para o filme Palavra Encantada, ele nos contou sua teoria sobre a &quot;creche tropicalista&quot;, ressaltando as babás-preceptoras que rondavam o recôncavo bahiano. Acabamos não usando a fala no filme, mas navegando no blog...</summary>
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        <![CDATA[Quando fizemos a entrevista com Tom Zé para o filme Palavra Encantada, ele nos contou sua teoria sobre a "creche tropicalista", ressaltando as babás-preceptoras que rondavam o recôncavo bahiano. 

Acabamos não usando a fala no filme, mas navegando no blog dele, encontrei este diagrama que explica ainda mais o fato! Abaixo vai um trechinho do depoimento do <a href="http://tomze.blog.uol.com.br/">Tom Zé </a>para o filme e o diagrama da creche.


<em>"Na creche que nascemos eu, Caetano e Gil, nós ficávamos - é importante isso, porque nós ficávamos grande parte da juventude, de zero aos três anos de idade - em muito contato com o inominável. Porque a criança era deixada no berço, ninguém ficava lá balançando nada pra ela, era deixada no berço, digamos assim, filosofando. E uma criança falava com três anos de idade, uma criança normal não era como hoje que fala com um ano de idade, uma criança normal falava com três anos de idade. Então esse tempo de contato, esse tempo metafísico, digamos assim, era uma coisa muito importante pra criação da gente, para o que ia acontecer. Porque quando a gente começasse a olhar em volta, a gente ia encontrar vários tipos de professores, do século XI, XII, X, IX...."</em>

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><a href="http://www.debe.com.br/deunatelha/Creche%20do%20Tom%20Z%C3%A9.htm" onclick="window.open('http://www.debe.com.br/deunatelha/Creche%20do%20Tom%20Z%C3%A9.htm','popup','width=800,height=786,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://www.debe.com.br/deunatelha/Creche do Tom Zé-thumb-250x245.jpg" width="250" height="245" alt="Creche do Tom Zé.JPG" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a></span>]]>
        
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    <title>FLIP</title>
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    <published>2008-07-08T21:18:11Z</published>
    <updated>2008-07-14T04:41:32Z</updated>

    <summary>Na semana passada, tivemos a primeira exibição pública do Palavra Encantada, durante a FLIP em Parati. A primeira sessão foi somente para convidados e a reação muito calorosa, aplausos em cena aberta, todo mundo cantando as músicas do filme durante...</summary>
    <author>
        <name>Marcio Debellian</name>
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        <![CDATA[Na semana passada, tivemos a primeira exibição pública do Palavra Encantada, durante a FLIP em Parati. A primeira sessão foi somente para convidados e a reação muito calorosa, aplausos em cena aberta, todo mundo cantando as músicas do filme durante a projeção, um susto muito emocionante. 

Sou desconfiado e crítico, pensei: "Ah, tinham muitos convidados, amigos na platéia, o champagne rolou solto no coquetel antes da sessão, isso deve ter ajudado".

Pois bem, no domingo, às 13hs, dia de sol, hora do almoço, fim de FLIP, e uma grande fila se formou do lado de fora da Casa de Cultura, dobrando a esquina. A sessão lotou e a reação foi igualmente calorosa, com aplausos de pé ao final. 

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><a href="http://www.debe.com.br/deunatelha/Fila%20Paraty.htm" onclick="window.open('http://www.debe.com.br/deunatelha/Fila%20Paraty.htm','popup','width=700,height=467,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://www.debe.com.br/deunatelha/Fila Paraty-thumb-250x166.jpg" width="250" height="166" alt="Fila Paraty.jpg" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" /></a></span>
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><a href="http://www.debe.com.br/deunatelha/Fila%20Paraty2.htm" onclick="window.open('http://www.debe.com.br/deunatelha/Fila%20Paraty2.htm','popup','width=700,height=467,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://www.debe.com.br/deunatelha/Fila Paraty2-thumb-250x166.jpg" width="250" height="166" alt="Fila Paraty2.jpg" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" /></a></span>







Muitas pessoas vieram perguntar quando será o lançamento do filme em circuito, quando sairá o DVD, qual a próxima exibição... Estamos inscrevendo o filme no Festival do Rio, que ocorre em setembro, e ainda estamos negociando com o Distribuidor a data de lançamento. O mais provável é que o lançamento ocorra em março de 2009. Eu sei, eu também acho longe, mas isto é o que está se desenhando. Manterei este BLOG atualizado com notícias do filme. 
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    <title>Palavra Encantada na FLIP</title>
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    <published>2008-07-01T03:04:05Z</published>
    <updated>2008-07-01T03:05:03Z</updated>

    <summary>Depois de muito tempo de trabalho, o Palavra Encantada vai ter sua primeira exibição durante a FLIP, em Parati. Na quinta-feira, dia 03/07, haverá uma sessão especial para convidados da Livraria Saraiva, patrocinadora do filme. No domingo, dia 06/07, às...</summary>
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        <name>Marcio Debellian</name>
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        <![CDATA[Depois de muito tempo de trabalho, o <strong>Palavra Encantada</strong> vai ter sua primeira exibição durante a FLIP, em Parati. 

Na quinta-feira, dia 03/07, haverá uma sessão especial para convidados da Livraria Saraiva, patrocinadora do filme. 

No domingo, dia 06/07, às 13hs, vai ocorrer uma sessão aberta ao público. A entrada é um quilo de alimento não perecível. 

Tudo isso vai acontecer na Casa de Cultura de Parati, na Rua Dona Geralda. Quem estiver por lá, apareça!
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