Arquivo de setembro 2008
A correria anda tanta que até esqueci de postar aqui as datas de exibição do Palavra Encantada no Festival do Rio.
Sábado, 27/09, às 20:15h, no Odeon - BR
Domingo, 28, às 13h.
Segunda-feira, dia 29/09, Estação Gávea 3, às 15:30h e às 22:10h
As sessões de domingo e segunda valem o voto popular!
O site do filme entra no ar hoje (www.palavraencantada.com.br) com alguns avant traillers
Tomara que a gente se encontre!
Sou daqueles que nunca deixou de ter vitrola. Quando alguém fala em dar seus LPs porque são um entulho, ocupam muito espaço, não servem mais... eu saio recolhendo, faço uma seleção, e trago para casa.
Ano passado a minha vitrola quebrou. Ela até era moderninha, comprada em 1990, um daqueles conjuntos vitrola-cd-tape-rádio. Pois bem, ninguém conseguia consertá-la, não encontravam peça de reposição. Até tentaram uma gambiarra, mas o "prato" começou a rodar mais rápido do que deveria, e tudo virou um fast-forward permanente!
Aproveitei uma viagem recente para os EUA e trouxe uma vitrola Crosley, que é uma maleta, com entrada USB, caixas de som embutidas, e programa para tratar eventuais ruídos. Ou seja, se quiser posso copiar meus vinis para o computador e ainda dar uma "guaribada" no som. Tudo isso por US$ 140!!
A vitrola abre muitas possibilidades de diversão. Outro dia, uma amiga chegou de viagem depois de um tempo fora e foi direto lá para casa. Recebi-a com Fafá de Belém cantando o Hino Nacional!! Uma recepção patriótica-dramática!
Isso me fez lembrar a morte de Tancredo. Eu tinha 7 anos e, enquanto minha irmã passou um tempinho querendo dormir com os meus pais, com medo de que o espírito de Tancredo viesse assombrá-la, eu gostava de ouvir "Coração de Estudante", de Milton Nascimento, e Fafá "O HINO"!!!Tenho impressão que essas músicas tocavam exaustivamente na TV e no rádio e viraram símbolo daquele momento, porque isso ficou muito marcado na minha memória.
Outro prazer tem sido ler dedicatórias antigas nas capas dos vinis. Sejam dedicatórias amorosas de LPs que comprei em sebos (descartados por casos terminados, desilusões amorosas talvez?), ou bilhetes dedicados a alguém que me doou seus LPs. Encontrei uma dedicatória da minha mãe para a minha avó em 68, incluindo apelidos da época, que tinham ficado "adormecidos" e voltaram à tona por conta da capa do LP!
Adoro meu I-pod e a possibilidade de passear com 80G de música por aí, fazer playlist, brincar com a sorte no shuffle... Aliás, minha preocupação com tecnologia sempre foi mais direcionada à música. Não consigo esquecer quando comprei meu walkman azul aos 12 anos. Ele me custou 19 pounds. Lembro da cena de sair da loja com um sorriso de orelha a orelha. Antes dele tive um pretinho da sony, comprado no freeshop em 1987. Quando fiz 15 anos, ganhei meu walkman amarelo à prova d'água. Mais tarde passei para o diskman, com baterias recarregáveis e caixas de som externas para viagens! Esse aí foi um presente para o meu pai, mas eu roubei dele. Até que chegou a vez do meu i-pod mini verde (Carmel trouxe de viagem para mim) e agora o i-pod preto classic de 80G. Tudo isso é ótimo, mas a vitrola tem um ritual especial, e uma incrível capacidade de colocar o passado para rodar, não só musicalmente!










