O show de Roberto Carlos e Caetano Veloso em homenagem a Tom Jobim foi concebido para ser um encontro histórico. E de fato foi.
Mas acho que poderia ter sido ainda mais. Por que um show somente no Municipal, com mais convidados que pagantes, sem deixar o grande público participar da festa?
Por que não a Praia de Ipanema, ar livre, cristo redentor braços abertos sobre a Guanabara? Já imaginou o povão vendo show desses e cantando junto o repertório de Tom Jobim? Um pouco mais do espírito Jovem Guarda e Tropicalista faria muito bem a esta enxurrada de homenagens à Bossa Nova.
E por se tratar de fato raro ver os dois em cena juntos, bem que poderia ter rolado um bis com "Debaixo dos Caracóis dos seus cabelos" e "Força Estranha", músicas bem emblemáticas da história dos encontros dos dois. Para arrematar, "As curvas da estrada de Santos", que Roberto mostrou para Caetano na casa dele em Londres, durante o exílio, levando-o às lágrimas.
OBS: Caetano conta esta história no documentário Circuladô, de José Henrique Fonseca e Walter Salles, vale a pena ver.










