Acabei de chegar do show da Macy Gray. Fui por impulso: meu amigo Andre Mux me ligou no fim da tarde me oferecendo um convite e, como raramente recuso convites para shows (mesmo que conheça pouco do artista), topei.
Bom, 1h30m de atraso supera o razoável de qualquer carioca, mas compreendi a cantora quando às 21h45m desci à pista e vi o Vivo Rio ainda bem vazio. Era melhor deixar o pessoal chegar, e começar com a casa ao menos meia-bomba.
O Show começa e o pessoal do som demorou umas 3 músicas para conseguir fazer a voz da cantora chegar ao público. O som estava bem embolado mesmo. No primeiro momento de conversa com o público - aquele esquemão brazil-pelé-caipirinha-flamengo - Macy diz que o baterista deu um google no Rio de Janeiro e soube que os cariocas são super festivos, sexys, simpáticos, bebem muito e por isso "don't notice the mistakes that happen on stage". OK, carioca bebe um pouquinho, mas não precisa abusar da nossa boa índole. O show não estava mesmo muito legal e nem natação num tonel de cachaça resolveria a questão.
O show não tinha cenário, apenas luz (bacana, por sinal) e um pedestal de microfone banhado em purpurina prateada. As duas backing-vocals eram divertidas, especialmente a gordinha aniversariante do dia.
Mais pro final, o show deu uma melhorada, o pessoal até se empolgou, mas na verdade, senti falta de me oferecerem algo a deglutir, tropicalizar, antropofagizar. Em suma: Não vi nada de novo ou surpreendente no show.
Acho que teriam melhor carreira no circuito Oklahoma-Arkansas-Illinois-Detroit.










