O show do Arnaldo Antunes no Circo Voador foi tão bom, mas tão bom, que se eu fosse ele, da próxima vez, ao invés de "Ao Vivo no Estúdio", faria "Ao Vivo no Circo mesmo"...
A formação da banda, sem percussão ou bateria, apenas com violão, guitarra, teclado e sanfona, resulta bem ao vivo. Os videografismos projetados no fundo do palco são de primeira, mas isso não é novidade para quem conhece outros trabalhos dele, como o DVD "Nome".
Arnaldo é um dos nossos maiores letristas, mas o show surpreende também por ótimas interpretações de outros compositores Destaque para ele cantando "Exagerado", do Cazuza, sentado na beira do palco, com direito a um medley com "Sem pecado e sem Juízo", de Baby do Brasil. Além de "Qualquer Coisa", do Caetano, e "Desafinado" que, na voz dele e com todo mundo cantando junto, foram momentos ótimos.
Na domingueira, fui ver Omara Portuondo e Bethânia, e aconteceu algo que nunca imaginei. A cubana rouba completamente a cena. Omara é uma espécie de Nina Simone latino-americana, não faz força pra cantar, tem muito carisma e um vozeirão enorme, leva o público junto, é simpática, enfim, arrebatou o Canecão.
E Bethânia que para mim sempre foi a melhor dos palcos, acaba um pouco apagada... Difícil de acreditar? Se me contassem, também desconfiaria.










