Arquivo de novembro 2007
E eu perguntei: "Mas Claudia, como posso dizer uma coisas dessas a elas?"
E Claudia respondeu: "Socraticamente!"
A farra da carteirinha de estudante me deixa irritado. Sou daqueles poucos, talvez 10%, que não pagam meia-entrada em shows, cinemas e peças teatrais. Como pode existir tanta gente pagando meia-entrada? O resultado é que qualquer produtor cultural calcula o valor do ingresso sabendo que quase a totalidade do seu borderô será de pagantes de meia-entrada e, por isso, alguns "otários" acabam por arcar com preços distorcidos. No último mês, fui a dois shows do TIM Festival e já comprei meu ingresso para o show do THE POLICE. No total, paguei R$ 285,00 a mais que todos os meus amigos que compraram os mesmos ingressos.
Comentando este assunto recebi, surpreso, duas sugestões de jeitinho brasileiro:
- Matricule-se na Estácio de Sá, curso de geografia, Campus São Gonçalo. A mensalidade é de R$ 160,00. Pague a matrícula, tire a sua carteirinha de estudante que será válida pelo ano inteiro e nunca freqüente o curso. Este valor vai ser bem menor do que tudo o que você vai gastar ao longo do ano em cultura.
- Pegue o boleto de pagamento da faculdade de um amigo seu. Digitalize, troque para o seu nome e vá até a UNE tirar uma carteirinha verdadeira.
É muito claro que esta lei não funciona de maneira correta. Quase todo mundo tem carteirinha e os preços já refletem isso. Restam perguntas: Quais são as verdadeiras regras do jogo, as estipuladas pela lei, ou aquelas verificadas na prática? Se uma lei não é efetiva, vale a pena cumpri-la?










