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Blog Deu na telha

Vamos Chamar o vento

Sempre adorei pousar no Aeroporto Santos Dummont. Primeiro, porque se o avião não conseguir frear você cai no mar - tal qual aconteceu com a Globeleza há muito tempo atrás - e, principalmente, porque quando você saía daquele constrangimento enlatado, tomava uma boa brisa no rosto, com cheiro de maresia. Pronto. Bem-Vindos ao Rio de Janeiro.

Ontem cheguei de São Paulo e quase que como num daqueles reflexos Pavlovianos, esperava por um ventinho na saída do avião. Para quem não lembra, Pavlov é aquele cara que estudamos na aula de ciências e fazia a experiência de tocar o sino cada vez que dava comida aos cachorros. Depois de algum tempo de reflexo condicionado, bastava tocar o sino e os cães já salivavam. Pois é, estava assim: salivando por uma brisa do mar!

Fizeram do Santos Dummont uma réplica de Congonhas. Gates envidraçados, piso de mármore, escadas rolantes, luminosos cafonas. Concordo que o aeroporto era desconfortável e precisava de reformas, mas o Rio de Janeiro merecia algo mais charmoso que aquilo.

Obras públicas em geral passam por lógicas muito idiossincráticas. Bom, pelo menos a pista continua do mesmo tamanho. Hora dessas ainda ganho o meu banho de mar na água cristalina da Baía de Guanabara.

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Por Marcio Debellian em outubro 26, 2007 11:37 PM | | Comentários (2)


Comentários Enviados
Ramones falou:

Idiossincrasia política nem Iansã explica...

Gostei do espaço e das suas palavras moço Marcio. Escrever mais é a sua mais nova (e antiga) obrigação.

beijo

Helena Duncan falou:

Concordo totalmente. Será que isso tudo é pra fazer os paulistas se sentirem em casa, já que só se chega e sai pra lá?

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Marcio Debellian
Me formei em Economia na PUC-RJ em 1999, e logo depois cursei uma Pós Graduação em Marketing lá mesmo, no IAG. Fiz formação em Teatro na CAL e no Laura Alvim. Sou apaixonado por música desde sempre. Coisas de família: meu avô dorme de rádio ligado até hoje. Fundei a Debê em 2004. Fazemos consultoria em comunicação para grandes empresas. Palavra Encantada é meu primeiro trabalho com cinema. O próximo ainda está no papel.


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