Sempre adorei pousar no Aeroporto Santos Dummont. Primeiro, porque se o avião não conseguir frear você cai no mar - tal qual aconteceu com a Globeleza há muito tempo atrás - e, principalmente, porque quando você saía daquele constrangimento enlatado, tomava uma boa brisa no rosto, com cheiro de maresia. Pronto. Bem-Vindos ao Rio de Janeiro.
Ontem cheguei de São Paulo e quase que como num daqueles reflexos Pavlovianos, esperava por um ventinho na saída do avião. Para quem não lembra, Pavlov é aquele cara que estudamos na aula de ciências e fazia a experiência de tocar o sino cada vez que dava comida aos cachorros. Depois de algum tempo de reflexo condicionado, bastava tocar o sino e os cães já salivavam. Pois é, estava assim: salivando por uma brisa do mar!
Fizeram do Santos Dummont uma réplica de Congonhas. Gates envidraçados, piso de mármore, escadas rolantes, luminosos cafonas. Concordo que o aeroporto era desconfortável e precisava de reformas, mas o Rio de Janeiro merecia algo mais charmoso que aquilo.
Obras públicas em geral passam por lógicas muito idiossincráticas. Bom, pelo menos a pista continua do mesmo tamanho. Hora dessas ainda ganho o meu banho de mar na água cristalina da Baía de Guanabara.











Idiossincrasia política nem Iansã explica...
Gostei do espaço e das suas palavras moço Marcio. Escrever mais é a sua mais nova (e antiga) obrigação.
beijo
Concordo totalmente. Será que isso tudo é pra fazer os paulistas se sentirem em casa, já que só se chega e sai pra lá?