Arquivo de outubro 2007
Com o Rebouças fechado, restam duas maneiras de se chegar à Linha Vermelha, Ponte Rio-Niterói, Av. Brasil e outras vias não menos importantes: O aterro do Flamengo ou o Túnel Santa Bárbara. E eis que neste domingo, nosso prefeito autoriza o ensaio de uma escola de samba na Enseada de Botafogo até às 21hs! Ou seja, deixa o povo sambar e fechemos as 4 pistas do aterro do Flamengo. E, aliás, perguntaria o nosso prefeito, "Quem mandou ter carro? Se fosse de metrô, chegaria com conforto." Que metrô que nada prefeito, para que tanto luxo? Vamos transformar o Rio numa grande Santiago de Compostela, com todos peregrinando de joelhos até a Penha, rezando por dias melhores. Olha que factóide bacana que você ainda não tinha pensado!
O mega engarrafamento fez com que eu perdesse, já com ingressos comprados, o último dia da peça "Homemúsica", no CCBB. Mas como sou carioca e não desisto nunca, entrei no Roxy e assisti "Edith Piaf", um filmaço do começo ao fim, daqueles de causar arrepios em seqüência. Fechou com chave de ouro o meu fim de semana.
Sempre adorei pousar no Aeroporto Santos Dummont. Primeiro, porque se o avião não conseguir frear você cai no mar - tal qual aconteceu com a Globeleza há muito tempo atrás - e, principalmente, porque quando você saía daquele constrangimento enlatado, tomava uma boa brisa no rosto, com cheiro de maresia. Pronto. Bem-Vindos ao Rio de Janeiro.
Ontem cheguei de São Paulo e quase que como num daqueles reflexos Pavlovianos, esperava por um ventinho na saída do avião. Para quem não lembra, Pavlov é aquele cara que estudamos na aula de ciências e fazia a experiência de tocar o sino cada vez que dava comida aos cachorros. Depois de algum tempo de reflexo condicionado, bastava tocar o sino e os cães já salivavam. Pois é, estava assim: salivando por uma brisa do mar!
Fizeram do Santos Dummont uma réplica de Congonhas. Gates envidraçados, piso de mármore, escadas rolantes, luminosos cafonas. Concordo que o aeroporto era desconfortável e precisava de reformas, mas o Rio de Janeiro merecia algo mais charmoso que aquilo.
Obras públicas em geral passam por lógicas muito idiossincráticas. Bom, pelo menos a pista continua do mesmo tamanho. Hora dessas ainda ganho o meu banho de mar na água cristalina da Baía de Guanabara.










