Trecho da Peça "Liberdade, Liberdade", de Flávio Rangel e Millor Fernandes, 1966.
"Quando Bernard Shaw esteve nos Estados Unidos foi convidado a visitar a estátua da liberdade, mas recusou-se afirmando que seu gosto pela ironia não ia tão longe. Aquelas coisas pontiagudas colocadas na cabeça da liberdade ninguém sabe o que sejam. Parecem previsão de defesa antiaérea. Coroa de louros certamente não é. Antigamente, era costume coroar-se heróis e deuses com coroas de louros. Mas quando a estátua da liberdade foi doada aos Estados Unidos, nós os brasileiros já tínhamos desmoralizado o louro, usando-o para dar gosto no feijão."










