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Projetos culturais

Acreditamos que as Organizações podem fortalecer a imagem corporativa associando-se a iniciativas culturais diferenciadas e que tragam elos com o seu modelo de negócios. Nossa experiência em consultoria em comunicação nos permite conhecer com profundidade diversos segmentos da economia, dinâmicas competitivas, culturas organizacionais, lançamento de novos produtos etc. Aproveitamos este conhecimento de mercado para pensar - de maneira bastante diferenciada - a utilização de arte e cultura como ferramenta de formação de imagem para as empresas.

Orientamos nossos clientes na otimização do uso de leis de incentivo à cultura, tais como Lei do Audiovisual, Lei Rouanet e Lei do ICMS-RJ, criando oportunidades de exposição da marca e relacionamento por meio de recursos dedutíveis no Imposto de Renda.

Projetos:
bulletPalavra Encantada
bulletLeo Gandelman
bulletFestival de Cinema Brasileiro em Paris



PALAVRA ENCANTADA
Um filme de Helena Solberg e Marcio Debellian.

Direção: Helena Solberg
Produção Executiva: David Meyer
Argumento e Co-Produção: Marcio Debellian
Roteiro: Diana Vasconcellos, Helena Solberg e Marcio Debellian
Montagem: Diana Vasconcellos
Fotografia: Pedro Farkas, Luis Abramo
Coordenação de Pesquisa: Julio César Diniz
Pesquisa: Fred Coelho e Heloísa Tapajós.

Palavra Encantada é um documentário que trata da relação entre poesia e música no Brasil. As filmagens ocorreram no primeiro semestre de 2007, com a participação de Adriana Calcanhotto, Antônio Cícero, Arnaldo Antunes, BNegão, Chico Buarque, Ferréz, Jorge Mautner, José Celso Martinez Correa, José Miguel Wisnik, Lirinha (Cordel do Fogo Encantado), Lenine, Luiz Tatit, Maria Bethânia, Martinho da Vila, Paulo César Pinheiro, Tom Zé e Zélia Duncan. A maioria das entrevistas ocorreu na casa dos entrevistados. Alguns deles cantaram e tocaram canções especialmente para o documentário, fato que realça a atmosfera intimista do longa-metragem.

Sobre o Filme – por Marcio Debellian
O impulso para realizar o Palavra Encantada vem de gostar demais de música brasileira. Vem também do fato de eu fazer parte daquele grupo de pessoas que pode lembrar da sua história pessoal pelo que ouviu e cantarolou em cada época da vida e, especialmente, pela música ter despertado em mim tanto interesse por poetas e escritores que nunca havia lido.

A idéia-grão do projeto, que surgiu há mais de 3 anos, não era pensada para o cinema. No começo de 2005, apresentei um projeto à Bienal do Livro para realizar pocket-shows de música e poesia durante o evento. O objetivo era mergulhar no universo particular de grandes compositores brasileiros, seus livros e autores preferidos, e como a relação de cada um com a poesia / literatura influenciava o seu processo criativo. O conceito do projeto era trazer música, leitura de poesia e bate-papo para espetáculos pequenos, de atmosfera intimista. A idéia acabou não indo adiante por falta de patrocínio, mas a relação música-poesia me fascinava cada vez mais e continuei estudando o assunto.

O mergulho nesta pesquisa trouxe à tona assuntos que iam além do impulso criador de nossos artistas, mas falavam de aspectos significativos da formação cultural brasileira. O encontro entre poesia e música no Brasil remete a outros ciclos culturais em que poesia e música eram inseparáveis, como na tragédia grega e na poesia trovadoresca medieval. O impulso de transmitir poesia através do som e do canto ficou aqui preservado, seja nos cantadores nordestinos que compõem de improviso em diferentes gêneros de poesia rimada e metrificada, seja em intérpretes que levam poesia aos palcos, ou em nossos poetas que transitam entre o livro e a canção. A história é bem mais abrangente e tem raízes mais profundas do que um ouvinte atento de música brasileira pode supor, e merecia ser documentada.

Em novembro de 2005, mostrei à Helena a pesquisa que vinha realizando sobre o tema e convidei-a para dirigir o Palavra Encantada. Admiro a elegância com que ela construiu as narrativas de seus últimos filmes, Vida de Menina e Carmen Miranda, Bananas is my business, e achei que realizar o filme combinando olhares com alguém de uma geração tão distante da minha poderia trazer um resultado especial ao projeto.

Assinamos um acordo baseado no Argumento que havia registrado na Biblioteca Nacional e, em um ano, mesmo sem sermos contemplados em qualquer edital público, conseguimos viabilizar o orçamento do filme. Parceiros da iniciativa privada gostaram do fato de que além de levar o filme às telas, o projeto terá um DVD especial acompanhado de guia do professor, para levar música e poesia às escolas. A coordenação do material didático está sendo feito pelo Diretor do Departamento de Letras da PUC-RJ, Júlio César Diniz.

Hoje, quando vejo o filme pronto, relembro momentos da minha memória afetiva, como quando aos 8 anos de idade, no banco de trás do carro do meu pai, ouvia Matita Perê, de Tom Jobim, sem absoluta noção de que aquilo era inspirado no universo de Guimarães Rosa. Lembro-me das explicações da minha mãe sobre as letras de Chico Buarque e Caetano Veloso: “o cálice” que era “cale-se” e a poesia concreta das esquinas de Sampa. Recordo a ordem das músicas no caderno de violão da minha irmã que iam de Lupcínio Rodrigues a Vinícius de Morais, e das noites mal-dormidas na casa do meu avô, que até hoje só dorme de rádio ligado.

Remeto-me à descoberta de Antônio Cícero, em 1994, que chegava até mim pelo disco “O Chamado” da Marina, que trazia dois poemas primorosos, “Guardar” e “Eu vi o Rei Passar”, este último presente no filme. Penso no espanto de ver, pela primeira vez, Maria Bethânia em cena declamando Fernando Pessoa, no show Imitação da Vida e, no Ciruladô, que eu achava que era do Caetano, mas é de Haroldo de Campos.

O Palavra Encantada foi meu primeiro trabalho com cinema, e fonte de grande aprendizado em diversos aspectos. Agradeço especialmente a oportunidade de conviver e aprender com tantas pessoas especiais que se juntaram a este projeto, como nossos pesquisadores Júlio César Diniz, Fred Coelho e Heloísa Tapajós, e a grande montadora e roteirista, Diana Vasconcellos. Agradeço a Helena Solberg e David Meyer por terem embarcado neste sonho e atuado decisivamente em sua realização.

A idéia dos shows de música e poesia, origem do projeto, continua sendo um sonho que tentarei realizar na época de lançamento do filme, com a presença do elenco.  Afinal, aprendi em um certo show, com as palavras encantadas da poeta Sophia de Mello Breyner que:

Apesar das ruínas e da morte
Onde sempre acabou cada ilusão
A força dos meus sonhos é tão forte
Que de tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos estão vazias.



LEO GANDELMAN
Turnê do show radamés e o sax

A Debê aprovou no Ministério da Cultura recursos incentivados para a realização da turnê do show Radamés e o Sax em 15 cidades brasileiras. Esta aprovação está enquadrada no artigo 18 da Lei Rouanet, que permite ao patrocinador deduzir o valor investido integralmente do imposto de renda. Entre em contato conosco e leve este show até a sua cidade. Sua empresa terá como contrapartida cota de convites em área vip, exposição da marca em todo o material de divulgação (banners, cartazes, anúncios em rádio e jornal), além de CDs autografados em nome de seus



FESTIVAL DE CINEMA BRASILEIRO EM PARIS
A Debê mantém uma parceria com a Association Jangada na produção de Festival de Cinema Brasileiro de Paris.

Em 2008, o Festival completou a sua 10ª edição como uma vitrine do cinema brasileiro em Paris, capital européia do cinema, com mais de 300 salas de exibição, e onde são lançados cerca de 600 filmes, de todos os gêneros e nacionalidades, a cada ano.

O Festival é um espaço consolidado para difusão internacional do cinema brasileiro na Europa, tornando-se uma importante via de inserção comercial para o mercado europeu. Mais de 20 filmes já foram negociados para distribuição em cinemas e exibição em canais de TV por intermédio do Festival. Desde a 1ª edição, já foram exibidos cerca de 300 filmes para mais de 40 mil espectadores.

A Jangada é uma associação fundada em Paris em 1998 amparada pela lei francesa 1.901 que rege as instituições sem fins lucrativos naquele país. Seu objetivo é divulgar a cultura Brasileira na França apresentando um painel amplo, representativo da diversidade existente no Brasil e que não seja restrita a estereótipos saturados da nossa realidade.

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Palavra Encantada
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